sos: avaria


Às vezes sinto que estou avariada por me custar olhar para as coisas com olhos felizes, de quem vai, de quem chega e de quem vence. Pode até ser complicado, semelhante a uma luta de titãs, um autêntico berbicacho, mas se a pessoa conseguir, valeu a pena, não é? 

fomos à (nova?) nut coimbra


Depois de uma tarde (mais ou menos) bem passada, porque estudar nesta altura nunca leva a momentos propriamente maravilhosos, eu e o Rui decidimos que queríamos comer uma tripa. Aquela tripa doce, a de Aveiro.

primavera a dois


Doentes de amor e sedentos de abraços. De beijos doces, manhãs de verão e tardes de inverno. Juntos pelo fim do passar do tempo, do rápido e irreversível passar do tempo. Militantes da alegria e partidários da felicidade. 

avó, bisavó, queridas mulheres


Tenho muitas saudades de duas mulheres que foram, em tudo, muito importantes para mim. De uma lembro-me melhor, é certo. Mas à outra, não deixo nunca de a recordar. E sinto falta dela, do passado. Do saudoso passado. Dos dias passados em casa, dos legos, dos passeios pela aldeia, das brincadeiras. Daquele dia em que levámos connosco um ouriço-cacheiro.

rascunhos 1 (coimbra)


A noite cerrada metia medo
Pela calçada, o andar lento
Parecia esconder um qualquer segredo
Mas não era assim

Ninguém às janelas
Não estavam lá
Vazias as vielas
E eu, depressa, aterrado, fugia delas

De solidão no bolso
Mas por pouco tempo
Em busca de alguém a quem
Soubesse bem aquele momento